sexta-feira, 8 de junho de 2007
Um amor inacabado
Ontem você estava assim, perdido, machucado, confuso, sangrando. Nos encontramos. E eu, ah, como pude acreditar em meras palavras, pois nada passou de palavras. Algumas ditas com certeza, sem transparecer uma ilusão criada por si próprio. Diante daquilo acreditei, me entreguei, e fiz de tudo para ao seu lado estar. Transpor das dificuldades, atingir metas, realizar sonhos... De nada adiantou, todos os esforços foram em vão. Me deixastes. Hoje me procuras, como se nada estivesse acontecido, é uma pena, não tem como apagar da memória quando algo nos fere, nos machuca. Nada será como antes, um dia acreditei em seu sorriso, vi brilhar seus olhos, quem me dera se aquilo que vistes fosse real. Não passou de um simples ato, um dos papéis que você atua em sua vida, no seu mundinho, no seu espetaculo. Me fez participar de algumas cenas, hora alegre, horas marcantes, mas não suportei e por fim a ti disse adeus sem olhar para tras. Ainda penso em ti mas não como a tempos atrás não consigo mas te ver como um ser humano, te olho apenas como uma pessoa qualquer, uma pessoa que não faz idéia de sentimentos, desejos, sofrimentos. Nada será como antes, nem mesmo que me esforce para que isso aconteça, pois sei bem que suas atitudes irão se repetir, tento apagar da memória momentos que jamais desejei passar. Noites em claro, noites de choro, e eu ali parada sem poder fazer nada, apenas lamentando pela pessoa na qual você se transformou, na qual você permitiu transformar-se. Depois de tudo diz que me ama. Quisera eu poder acreditar nessas palavras, mas sei que são vagas palavras. Te levo comigo em sonhos, pois neles sei que sou feliz ao seu lado. Morrei pensando em ti, e estarei contigo a todo instante, farei tudo aquilo que não pude quando ao seu lado estive, pois você não se deu a chance, não me deu chance. Assim continuo a pensar em ti e nesse amor inacabado.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário