
Olhando esta tela
— que de fria ganhou vida —
perco o juízo
e cada vez mais
me sinto em amor por ti,
a quem nem conheço
— mas pressinto —
por entre madrugadas
luzes apagadas
meus olhos como farol
devorando teus bilhetes,
meu coração borbulhando
quando chegam teus e-mails,
meus sentidos em alvoroço
ao som da tua voz
meus sonhos povoados
de nós dois... e de promessas
tantas feitas
tão intensas
que ganham vida
costuram esperas
buscam respostas:
quanto de nós será verdade
no transcender da linha
deste amor tão virtual?
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